Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 16/10/2020

Com a chegada da internet e das redes sociais, situações ,que antes nem se imaginavam, agora trazem problemas para seus usuários. Com a rapidez que tudo ocorre, muitas informações chegam às suas casas, mesmo sem uma análise ou checagem prévia. Isso faz com que essas informações fiquem à mercê das diversas interpretações possíveis por parte dos internautas, e que muitas vezes vão para um lado bem negativo e odioso sem ao menos ser verificada. Como Nelson rodrigues disse: “Qualquer um de nós já amou errado, já odiou errado.”

O foco quando alguém é cancelado, muitas vezes, acaba não sendo o problema que está por detrás de um comentário ou foto postados, mas a própria pessoa. Seus usuários preferem atingir e difamar a imagem do “dono” do “post” à procurar entender melhor o contexto que a situação se encontra, ou ,até mesmo, resolver o problema em questão, buscando formas de que outras pessoas não repitam essa ação.

A falta de pesquisa para compreender a situação pode acarretar grandes problemas para o “cancelado”. Como foi o caso de um homem estadunidense, que foi flagrado fazendo um gesto que poderia ser considerado racista, e ,por isso foi, cancelado nas redes. Porém, não se resumiu a isso, a empresa que ele trabalhava sofreu grande pressão para que ele fosse demitido. Tudo isso por uma foto sem contexto e sem direito à réplica, que mudou totalmente a vida desse homem.

Em vista de tais informações, algumas atitudes devem ser tomadas para que casos como esse não se tornem comuns e que podem trazer consequências ainda piores. A informação é a arma mais poderosa que os internautas devem usar para não serem enganados. Essas plataformas tem o papel de evitar a disseminação de ódio gratuito pelos seus usuários, e junto com o ministério da comunicação criar campanhas alertando sobre os riscos da “cultura do cancelamento” para os usuários. Feito isso, a sociedade pode caminhar para uma cultura de mais empatia.