Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 16/10/2020

Fiscais da internet e a falta de empatia

Muito se tem discutido acerca do “cancelamento” no Brasil, além dos famosos pode haver casos de pessoas normais que são “canceladas” por atitudes do passado como por exemplo, há 20 anos atrás. Essa “cultura” chega a ser eficiente contra casos graves como o racismo, machismo e etc, porém pode passar dos limites e acabar prejudicando seriamente a saúde mental da pessoa e a vida dela.

A cultura do cancelamento teve seu início nas redes sociais e atinge principalmente aos famosos que possuem sua vida compartilhada na internet abertamente, basta uma pessoa encontrar um post de alguns anos atrás ou até mesmo atual, com atitudes consideradas ruins pela sociedade que começa a chuva de “hate”. De primeira vista parece certo criticar e pedir “justiça”, entretanto quando as coisas passam dos limites é que se pode notar a real falta de empatia e que a pessoa pode ter se equivocado e também pode evoluir.

Hoje cancelar uma pessoa é como excluir uma pessoa socialmente, e sem o devido cuidado as palavras e ações podem causar estragos enormes para o cancelado, tanto emocionalmente quanto profissionalmente. Além da perca de empregos e propostas, “a pessoa tem que lidar com os xingamentos constantes e as exposições, o que pode abalar fisicamente e quanto emocionalmente o individuo, o que pode gerar uma reclusão, tristeza, ansiedade e até depressão, afirma Stanley Rodrigues psicólogo da Beneficência Portuguesa de São Paulo(BP).

Dessa forma a conscientização da população sobre a empatia com o próximo e que os erros e a evolução faz parte da vida é crucial, e seria de extrema importância palestras públicas com psicólogos e profissionais da área sobre este assunto atual, pois segundo o filosofo Luiz Felipe Pondé “O perdão é a maior que a justiça. Ele cabe aonde a justiça não seria suficiente”.