Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 14/10/2020

A  lei de Lynch  deu origem à palavra linchamento em 1837, onde o povo criticava, ofendia e até mesmo assassinava o suposto transgressor, para intimidar, controlar ou manipular um setor específico da população, devido a tal ideologia, esses atos eram considerados comuns naquela época. Relacionando os fatos, a ‘‘cultura do cancelamento’’ se assemelha perfeitamente com o linchamento do passado.

Johan Huizinga foi um historiador e linguista holandês, em que sua obra retrata o período de queima dos hereges nos altos de fé(fogueiras), prática  considerada comum da época, onde pais levavam seus filhos para xingar e cuspir nos transgressores. Tal informação pode ser relacionada com o fato da cultura do cancelamento estar enraizada no ser humano, o gosto por criticar e diminuir alguém por uma simples frase ingrata ou alguma ação ruim, para se sentirem puros e superiores.

Um dos casos recentes foi com a ‘‘youtuber’’  Viih Tube, a qual postou um vídeo em seu instagram colocando saliva na boca de um gato dizendo estar alimentando-o. Por conseguinte, a ‘‘influencer’’ sofreu muitas ameaças, inclusive de morte, mesmo ao passar dos anos ela continua sendo ameaçada, porém com bem menos frequência. Logo, se essa situação não for alterada, indivíduos serão cada vez mais tóxicos levando esses atos como algo comum.

Diante dos fatos, conclui-se que ações imediatas devem ser tomadas pelo Estado e pela população, criando campanhas e palestras informativas sobre esse determinado assunto, se colocando no lugar da pessoa ‘‘culpada pelo cancelamento’’, sendo de grande importância o debate dessa questão em todos os estabelecimentos de ensino e educação para todas as idades.