Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 16/10/2020
Não há dúvidas de que as discussões sobre a cultura do cancelamento na sociedade atestam a relevância da questão na atualidade. O crescimento deste assunto é um entrave para o avanço social, já que causa retrocesso dos direitos individuais. Levando em conta o impasse atribuído, nota-se o agravamento a partir da propagação de “fake news” e a prática da “sociedade espetáculo”.
Sob esse viés, evidencia-se que com o passar dos anos, a popularização das mídias, acrescentou o compartilhamento de falso testemunho. Essa ação proporcionou a prática do cancelamento, pois ao divulgar informações farsantes sobre um indivíduo, as pessoas tomam partido, propagando e expondo opiniões sobre uma situação que muitas vezes é inventada. Como aconteceu com o empresário Edgard Corona, proprietário da Smart Fit, propagaram rumores de que o nome dele estava no meio do inquérito das redes bolsonaristas. Essa informação não possuía embasamento, mas, mesmo assim, recebeu inúmeras críticas através das redes sociais e, ainda, muitos dos alunos se desvincularam da academia por influências das acusações.
Ademais, outra prática que tem provocado o linchamento é o exercício da “sociedade espetáculo”, esse conceito vem do livro escrito na década 60, no entanto, se faz muito atual. Esse termo trás a ideia de que as pessoas tem vivido como em um grande espetáculo que na frente de seu público se mostram uma pessoa em constante performance, entretanto, essa aparência não condiz com a realidade. Essas atitudes criam padrões de comportamentos humanos, se o indivíduo não partilha dos mesmos costumes, esse será cancelado, como se fosse inapropriado agir diferente do comum ou possuir um embasamento crítico diferente.
Em suma, para que a cultura do cancelamento não traga obstáculo a sociedade, atitudes se fazem necessárias. Diante disso, é preciso que a Polícia Federal, em conjunto com o Ministério Público, realize investigações, para desmentir as “fake news”, e não permita que essas informações sejam vazadas. Já o Ministério da Educação, proporcione aos jovens aulas para desenvolver uma visão de mundo mais ampla, com o objetivo de criar cidadãos empáticos. Para que assim, o cancelamento não venha mais ferir a conduta de uma pessoa e nem acometer a sociedade.