Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 15/10/2020

O termo “cancelamento” surgiu em meados de 2017 para nomear o boicote a personalidades, famosas ou não. Desde então, “cultura do cancelamento” vem se tornando cada vez mais comum na nossa sociedade contemporânea. Existem diversas causas para se “cancelar” alguém e, também, diversas consequências, positivas e negativas, para a pessoa “cancelada”.

Não só famosos de hoje em dia podem ser cancelados. Por exemplo, o cantor e compositor, Raul Seixas foi “cancelado”, depois de mais de 30 anos após a sua morte, devido a uma biografia recente, na qual contava que o cantor havia denunciado um amigo aos militares durante a Ditadura Militar. Porém, tudo não passou de um mal-entendido. Inúmeras outras personalidades também já foram “canceladas”, por comentários preconceituosos ou até por terem opiniões distintas, antigas ou recentes.    Assim percebe-se que uma pessoa pode ser “cancelada” por diversos motivos, sendo eles verdadeiros ou apenas um mal-entendido, e a qualquer momento.

Além de causas, o “cancelamento” também tem numerosas consequências, principalmente para a pessoa que é “cancelada”. Entre elas podemos citar, as consequências sociais, psicológicas e até mesmo financeiras. Tal como ocorreu com a influenciadora digital Gabriela Pugliesi, que acabou sendo “cancelada” após dar uma festa durante a quarentena, causada pelo novo Coronavírus. Pugliesi perdeu cerca de uma dezena de contratos publicitários, e o prejuízo de 3 milhões de reais, de acordo com especialistas da BRUNCH.

Portanto, a “cultura do cancelamento” precisa ser revista. Assim, cabe a Mídia criar comerciais educativos, através de propagandas instrucionais e conscientização sobre palavras e atitudes dentro das redes sociais, para que assim não sejam “canceladas”, e consequentemente para aqueles que “cancelam” as pessoas tenham mais empatia. Portanto, ao invés de “cancelar”, buscar ajudar e ensinar os outros indivíduos.