Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 13/10/2020
O cancelamento de algo ou alguém foi iniciado ha alguns anos no intuito de se dar “voz” e visibilidade pra causas de âmbito social, porém o ato de cancelar pessoas tornou-se supérfluo, levando assim a uma “cultura de cancelamento” onde leva-se ao julgamento indivíduos pelos seus atos vistos como “errado”. A cultura do cancelamento, se tornou um problema social ocasionado pelo mau uso da livre decisão da sociedade. Sob tal perspectiva, convém debater acerca dos impasses que impedem a resolução da questão.
Em primeira análise, nota-se que a falta de empatia é causa expressa da questão. A filosofia descreve a empatia como sendo um dos componentes da compaixão. Nessa lógica, desenvolver empatia é reconhecer e compreender, sem reservas ou julgamentos ao outro. Quando se aborda o cancelamento no cenário atual, nenhum dos elementos formadores da empatia são percebidos, uma vez que, os “canceladores” esperam algo que eles julgam errado acontecer, para assim, atacar a reputação, perseguir e envergonhar publicamente alguém.
Com o acesso à internet e a plataformas digitais como, Twitter, Facebook e Instagram fica mais fácil para que as pessoas promovam comentários maldosos e ameaças, que com grande repercussão podem ocasionar em consequências como a depressão e até o suicídio dos “cancelados” por não saberem lidar com os ataques a sua pessoa.
Portanto, medidas são necessárias para a melhor resolução dos impasses. O Ministério da Educação (MEC), deve implementar por meio de escolas e universidades uma campanha educacional sobre a importância da empatia relacionada ao cancelamento. Tal campanha deve ser ministrada por professores e psicólogos capacitados visando à conscientização para assim promover o respeito coletivo