Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 12/10/2020
No episódio “Odiados pela nação” da série Black Mirror tem uma sequencia de mortes ligadas á um jogo das redes sociais, por meio de uma hashtag se elegia pessoas que mereciam morrer em razão de atitudes consideradas condenáveis pelos usuários. Não longe da ficção, percebe-se aspectos semelhantes na questão da cultura do cancelamento na sociedade contemporânea brasileira. Nesse sentido, é preciso que medidas sejam aplicadas para alterar essa situação que tem como causas: a falta de empatia e a sensação de superioridade.
Em primeiro plano é preciso atentar para a falta de empatia presente na questão. Zygmunt Bauman defende que a sociedade atual é fortemente influenciada pelo individualismo em seu livro “Modernidade Líquida”. A tese do sociólogo pode ser observada de maneira específica na sociedade brasileira, no que tange ao tema. Essa liquidez que influi funciona como um forte empecilho para a resolução do problema.
Outro ponto relevante, nessa temática, é a sensação de superioridade. Alfred Adler mostra em sua teoria da Psicologia Individual, que os seres humanos são egoístas, principalmente, quando investidos de interesse social. Tal afirmação se faz presente em questões como o julgamento na sociedade, visto que, a população que se sente superior tende a enxergar somente o erro do próximo promovendo criticas e se tornando em uma descriminação.
É evidente, portanto, que tais entraves precisam ser solucionados. Então, é preciso que o Ministério da Educação, em parceria com o Conselho Federal de Psicologia do Brasil, desenvolvam palestras em escolas, sobre a importância da empatia para o enfrentamento de problemas sociais. Tais atividades devem ser direcionadas aos alunos do ensino médio e além disso, podem ser ofertadas atividades práticas, como dinâmicas, afim de tratar o tema de forma lúdica para que a empatia seja uma prática presente em situações apresentadas no contexto.