Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 12/10/2020
Segundo o filósofo Santo Agostinho, a ideia de imortalidade da alma, consiste no poder de escolha do indivíduo ao usar o bem e o mal tendo seu livre-arbítrio. Nesse sentido, Santo Augustinho afirmou que é no mau uso do livre-arbítrio que estaria a origem de todo o mal. Dessa forma, tal afirmação pode ser confirmada na atualidade, no que concerne a cultura do cancelamento, problema social fomentado pelo mau uso da livre decisão da sociedade. Sob tal perspectiva, convém debater os impasses que impedem a resolução da questão.
De acordo com o estudo “Mídia e Marketing”, realizado pela página UOL, feito a partir de posts públicos no twitter, 11% dos usuários defendem a cultura do cancelamento, pois para eles, quem tem acesso a internet possui insumos suficientes para se inteirar dos debates e aprofundar seu conhecimento por conta própria. Se erra, portanto, o ônus é individual. Outros 10%, acreditam que é uma postura condenável, entretanto, “merecido”. A valer, a falta de empatia, é causa expressa da questão. Segundo a filosofia, a empatia é um dos componentes da compaixão. Dessa forma, desenvolver a empatia é reconhecer e depreender, sem julgamentos, o sentimento do outro. Quando se aborda o cancelamento no atual cenário, nenhum dos elementos formadores de empatia são percebidos, uma vez que, os principiantes deste ato esperam algo que eles jugam errado acontecer, para então, atacar a reputação e perseguir alguém. alimentando as más consequências oriundas dessa inanidade.
Ademais, o sentimento de superioridade é a causa secundária do problema. Segundo o psiquiatra escocês, Alfred Adler, que fora seguidor de Freud, mostra em sua teoria de psicologia individual, que os seres humanos são egoístas. Tal afirmação se faz presente em questões como o julgamento, onde a população enxerga somente o erro do próximo, promovendo críticas maldosas que em grande repercussão podem ocasionar consequências como a depressão. O empresário Egard Corona teve seu nome atingido em redes bolsonaristas de fake news. Não existem provas sobre mau comportamento do empresário, mas as críticas se materializaram de tal forma, que existem filas de alunos para cancelarem as matrículas.
Por conseguinte, o Ministério da Educação deve promover uma campanha educacional sobre a importância da empatia. Tal campanha tem de conter aulas ministradas por psicólogos visando promover o respeito. Anúncios no youtube carecem de ser introduzidos como forma de conscientização. As redes sociais, como twitter e instagram, devem ministrar o respeito para qualquer ato que viole os direitos humanos, para assim, a sociedade crescer com empatia e passar de geração a geração.