Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 13/10/2020
Esperança de mais culturas de bem e não problemáticas
Criada em 1988, a constituição também chamada de “cidadã”, assegura os direitos e objetivos fundamentais, dentre eles, no Art. 3º, construir uma sociedade livre, justa e solidária. Todavia esses princípios não são respeitados, visto que diversas pessoas sofrem com perseguições e “cancelamentos” na internet que os gera problemas sociais e psicológicos. Ademais, é relevante discutir sobre essa grave problemática que impulsiona o “linchamento virtual” e o rompimento da dignidade dos “cancelados”.
Em primeiro plano, com um questionamento, Aristóteles já acusava o quão injusto e terrível é o poder de pessoas que possuem armas em mãos. Sob essa percepção, na contemporaneidade, os celulares são facilmente utilizados como uma forma de expressão social. Contudo, também são usados diariamente para vários engajamentos ofensivos e discursos de ódio nas redes sociais, o que impulsiona fortemente essa cultura que leva indivíduos comuns fazerem justiça “com as próprias mãos”. Sendo assim, essa questão deve ser combatida, para que então, seja erradicado este descompasso com o que prevê a constituição brasileira.
Em segundo plano, culminado na Revolução Francesa e adotado pela Organização das Nações Unidas (ONU), a Declaração Universal dos Direitos Humanos define o direito universal de dignidade humana, com direitos individuais e coletivos. Outrossim, muitos usuários da internet usam destes meios com uma ambição de assim serem reconhecidos e acabam infringindo os limites das suas liberdades de expressão, e assim, a medida em que a dignidade de uma pessoa é ferida, é violada gravemente não só o que assegura a ONU como também a saúde mental do indivíduo. Em uma última análise, enquanto emergir tais fatos, ainda haverá desordem entre todos os cidadãos.
Deve-se, portanto, promover uma solução desta cultura que vem desgastando a sociedade contemporânea. Sob esse viés, convém que o Estado crie novas políticas de convívio nas redes sociais, reprimindo estes casos que geram muita desordem e problemas para que assim se construa uma população justa, indo ao encontro do que prega a Carta Magna brasileira. Com isso, espera-se com grande esperança que se possa combater estes descasos e injustiças para que existam gerações cada vez mais evoluídas e melhores.