Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 10/10/2020
A cultura do cancelamento se popularizou por meio de movimentos de denúncias, como a hashtag MeToo que consistia em expor casos e nomes de agressores sexuais, entretanto, na contemporaneidade não é presciso cometer necessariamente atos criminosos, basta um posicionamento, publicação ou comentário não aceito pela massa que o indivíduo seja pessoa pública ou não, corre o risco de ser cancelado. Embora, o ato de cancelar tenha seus benefícios, como expor e não tolerar atitutudes machista, rascistas ou preconceituosa, tal ato afeta a saúde mental tanto por parte de quem cancela, quanto por parte de quem é cancelado.
As redes sociais, como Instagram, Facebook e Twiteer são ambientes mais usal para cometer ou sofrer o cancelamento, em virtude disso as mídias sociais se tornaram uma espécies de tribunal. A pessoa que comete o ato de cancelar pode ter sua saúde mental drasticamente afetada, tornando-se uma pessoa intolerante, que julga e difama o outro. Segundo Carlos Florêncio, psicoterapeuta filósofo, “Quando o cancelamento gera descriminação e rejeição, visa prejudicar o outro, ele está agindo exatamente igual ao que define como errado […]”.
Em contrapartida, as vítimas sofrem cancelamento muitas vezes por atitudes cometidas no passado e mesmo que a pessoa tenha se retratado os efeitos do cancelamento acompanha esses indivíduos. Fazendo com que se sintam excluídos, julgados e inferiores aos outros. O pensador José Márcio Sousa afirma que “O julgamento nas redes sociais é muito rápido e extremamente injusto. Ele não da oportunidade a vítima de defesa […]”.
Em suma, os usuários devem utilizar as mídias sociais com consciência, tendo cuidado com o que é publicado, pois pode estar desrespeitando o próximo e até mesmo comentendo crimes. Assim como, devem ter atenção para não julgar e difamar o próximo, priorizando uma conversa sensata, afim de se entender ambos os lados. Com isso a saúde mental de ambas as partes será preservada.