Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 13/10/2020
A cultura do cancelamento tornou-se uma prática nas redes sociais, pessoas expondo os erros de um indivíduo, e concebendo que seja excluído da sociedade. Segundo o psicólogo Stanley Rodrigues, “Quem nunca errou, que fale algo. Não devemos fazer justiça com as próprias mão, nem sair propagando o ódio por aí”. A frase deixa nítida que quando há cancelamento, o ódio é propagado por meio da intolerância, uma vez que a justiça é feita inadequadamente.
Em segundo plano, a falha de comunicação pode contribuir para o fato do cancelamento, pois pessoas estão interpretando e criticando por meio das redes sociais, sem realmente saber o verdadeiro contexto, diante disso, cria-se uma imagem totalmente inadequada, gerando o discurso de ódio e a justiça sendo feita por meio de xingamentos e ameaças. Nesse ano, o influenciador digital Felipe Neto tem sido vítima de acusações falsas e de ameaças nas redes sociais desde que começou a fazer críticas a Jair Bolsonaro. Percebe-se a falta de empatia no dias atuais, e a banalização do cancelamento não está sendo analisado corretamente na sociedade. Além do cancelamento, acontece o abandono, desprezo, desconsideração e esquecimento que pode afetar a saúde mental, pois as pessoas usa como trabalho as redes sociais. “A pessoa pode até perceber que errou e reconhecer isso, mas nunca mais será a mesma e terá que sempre se policiar em relações às suas atitudes, gerando ainda mais sintomas de ansiedade”, afirma psicólogo Rodrigues.
Portanto, a conscientização é o caminho mais eficaz para as pessoas fazerem justiça corretamente e terem empatia com o próximo. O ministério da mulher, família e o direito humano, podem trazer propagandas por meio das redes sociais que discutam sobre o tema. E a finalidade dessa ação é gerar uma mudança no comportamento da população.