Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 25/10/2020

O surgimento da Internet alterou o modo como a sociedade se comporta. Dessa forma, o desenvolvimento da cultura do cancelamento representa uma forma de exposição e condenação virtual feito pela população. Dessa maneira, as redes sociais permitem que, por vezes, o usuário não se responsabilize pelos comentários feitos e, assim, tal legitimidade suscita uma espécie de linchamento ‘‘on-line’’, o que pode acarretar consequências irreversíveis às vítimas.

Em primeira análise, de acordo com Sartre, o homem é condenado a ser livre. No entanto, nota-se que essa liberdade é erroneamente usada para promover ataques, disfarçados de opinião ou direito de se expressar, nas plataformas digitais. Nesse sentido, a Internet permite que determinados acontecimentos tenham um alcance mundial, o que possibilita a cultura do cancelamento, de modo a acarretar um julgamento coletivo no âmbito social e, por consequência, suscitar danos severos às vítimas.

Por conseguinte, a cultura do cancelamento, legitimada pela possibilidade do anonimato, desenvolve um tipo de linchamento de modo virtual. Em detrimento disso, acarreta-se consequências que podem ser irreverssíveis, como aconteceu com Alinne Araújo, blogueira brasileira, que, após ser abandonada no altar, recebeu uma série de comentários ofensivos e por ja enfrentar um quadro de depressão cometeu suícidio.

Destarte, observa-se que a cultura do cancelamento pode ser muito prejudicial ao convívio social. É fulcral, portanto, que o Governo Federal, por intermédio do Ministério da Saúde, promova uma campanha, por meio da mídia, como a televisão e as redes sociais, de modo a elucidar as implicações desse comportamento de condenação virtual, a fim de coibir essa problemática e tornar a Internet menos nociva. Assim, será possível atenuar os efeitos da cultura do cancelamento.