Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 13/10/2020
A “cultura do cancelamento” se dá basicamente por uma “onda” de pessoas cobrando e criticando um indivíduo ou empresa por atos ou pensamentos condenados pela sociedade atual, que vão desde ações preconceituosas, a até simples piadas feitas há vários anos atrás, onde muitas das vezes, tal situação ocorre por conta de uma má interpretação dos fatos. Esse comportamento pode ser prejudicial à pessoa “cancelada”, que adquirir uma reputação negativa que pode causar danos morais e psicológicos, podendo até mesmo acabar com sua carreira profissional.
Diante disso, pode-se observar que a tal cultura pode se mostrar tóxica para os indivíduos alvo das críticas, o que é comprovado pelo caso do Influenciador digital norte-americano Byron Bernstein, conhecido como “Reckful”, que após realizar um pedido de casamento para sua namorada via rede social Twitter, e ser “cancelado” recebendo muitas críticas e mensagens de ódio, Byron, que já sofria com depressão, se suicidou no dia dois de Julho de 2020, comprovando que a “cultura do cancelamento” pode comprometer vidas.
Além disso, pode-se evidenciar como caso de má interpretação, o do Emmanuel Cafferty, Americano de 47 anos que trabalhava em inspeções diárias na rede subterrânea de gás e eletricidade da cidade de San Diego. E, no dia 3 de Junho de 2020, quando retornava de um dia de trabalho na caminhonete da empresa, e, enquanto estalava suas juntas dos dedos, terminou realizando um gesto que pode ser interpretado como algo racista, o que foi fotografado e divulgado na internet, fazendo com que Cafferty perdesse seu emprego e tivesse sua imagem profissional comprometida.
No fim percebe-se que há uma necessidade de uma maior formação moral e ética da sociedade, o que cabe a escola em conjunto com o Ministério da Educação, formar cidadãos conscientes de seus atos na sociedade, tornando a disciplina de ética e cidadania como obrigatória na grade escolar, afim de que o indivíduo possa identificar os “cancelamentos” injustos e quebrar a corrente de ódio.