Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 12/10/2020
Cultura do Cancelamento na Internet
A Cultura do Cancelamento ou “Tribunal da Internet”, começou há alguns anos com o aumento de pessoas possuem acesso a internet e se tornou uma prática comum anular pessoas das redes sociais. Normalmente, esse movimento é visto como uma forma de protesto para chamar a atenção para fazer algum tipo de justiça social. Em outras palavras, essa cultura pode ser considerada como um meio de dar voz a grupos oprimidos para forçar ações políticas ou de figuras públicas. O problema é quando o cancelamento passa a ser uma “válvula de escape” e interrompe o diálogo. Basta alguém, famoso ou anônimo, ousar cometer um deslize para virar alvo de uma enxurrada de mensagens de ódio.
Diferente do linchamento virtual que vem acompanhado de insultos frequentes em disputas de opiniões entre usuários das redes. O cancelamento é um ataque que põe em risco o emprego e a carreira de uma personalidade. Em novembro do ano de 2019, por exemplo, o apresentador, Rodrigo Faro, foi flagrado pela câmera perguntando para a equipe de produção como estava a audiência de seu programa durante a homenagem a Gugu Liberato. Apesar da gafe ter acontecido a quase um ano e o mesmo ter se pronunciado sobre a polêmica se defendendo, Faro continua sendo criticado e cancelado por muitos telespectadores nas redes sociais, que chamaram o apresentador de falso e insensível, entre outras coisas.
A reconstrução da imagem de uma personalidade após o cancelamento é possível e depende inicialmente de uma resposta rápida com o possível reconhecimento do erro cometido e posteriormente a capacidade de evidenciar uma nova atitude ou se possível corrigí-lo. Porém, requer preparo psicológico, afinal, não é simples ler mensagens de haters com ofensas em suas redes sociais e pode abalar a saúde emocional. A internet, hoje está virando local de muita propagação de ódio.