Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 13/10/2020

O cancelamento nas mídias sociais tornou-se cada dia mais comum, criado com o intuito de oprimir aqueles que fazem postagens e comentários de estilo preconceituoso, discriminativo e agressivo, geralmente em resposta a algum tipo de postura considerada condenável. Contudo, essa forma de “punição” em alguns casos são consideradas injustas em relação ao cancelado.

De inicio, tal comportamento é normalmente realizado na rede social Twitter, em que na maioria das vezes os alvos são os  atores, políticos, músicos, influenciadores digitais ou qualquer outra figura pública, muitos daqueles que realizam o cancelamento querem promover justiça. Um dos casos mais recentes de cancelamento ocorreu com o cantor MC Gui. Em outubro, de 2019 o artista paulistano postou, em seu Instagram, um vídeo zombando da aparência de uma menina que estava caracterizada como uma personagem de um filme. A atitude foi imediatamente rechaçada de forma justa pelos usuários, que acusaram o MC de praticar “bullying”.

No entanto, há casos de cancelamento indevido, como o que  ocorreu em 2019, nos Estados Unidos, onde o americano Emmanuel Cafferty em frente ao semáforo, pôs o seu braço esquerdo sobre a janela do veiculo que estava conduzindo com intuito de relaxar, logo o motorista que estava atrás interpretou o gesto como  ofensivo e de cunho racista, assim então registrou o momento e postou em sua rede social. A publicação se repercutiu e chegou até os superiores de Cafferty, em que acusado injustamente foi demitido. Não só este, mas também muitos outros casos são extremamente irrelevantes, e acabam causando sérios danos ao cancelado.

Diante dos fatos mencionados, cabe a sociedade repensar e refletir suas atitudes evoluindo socialmente. A interferência dos órgãos públicos, como o Ministério da Educação é de extrema importância para a educação dos jovens colaborando com o desenvolvimento de palestras, debates e a inclusão do assunto aos livros didáticos,  afim de demonstrar que todos cometem erros e é da responsabilidade das autoridades competentes, julgarem e penalizarem aqueles que infligem as leis e os direitos morais e sociais de cada ser humano.