Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 05/10/2020

A cultura do cancelamento se tornou uma moda na internet, uma moda que possui um objetivo duvidoso, pois testemunhamos todos os dias algum famoso sendo cancelado, muitas vezes sem motivo relevante, às vezes por algum absurdo, e outras vezes por grupos sociais que não vão mudar a vida do alvo do cancelamento.

Essa cultura da internet é somente algo inútil criado por um grupo da internet, por que é evidente que é algo inútil, o cancelado só sofrerá com isso se o seu público levar isso a sério, ou seja, a pessoa pode ser cancelada por um grupo de pessoas, porém na maioria das vezes ela é cancelada por um grupo que não a conhece de verdade, logo não são o público alvo dessa pessoa. Além disso temos os casos que pessoas são canceladas sem motivo, pois fizeram algo que seu público considerou um “crime” quando perante a lei o cancelado não fez nada demais, por exemplo o caso do cantor Nego do Borel, que foi cancelado por transfobia segundo seu público, sendo que perante a lei ele não fez nada de errado e se analisado o seu comentário que segundo seu público foi transfóbico, é necessário forçar muito para se enxergar aquilo como um ato transfóbico. Mesmo o cancelamento sendo na maioria das vezes notadamente ridículo, em casos raros ele é merecido, como no caso do cantor MC Gui que foi cancelado por fazer bullying a uma menina com câncer, apontando uma câmera para a menina que visivelmente se sentia constrangida com a situação.

Porém mesmo existindo casos em que as pessoas canceladas “mereceram” isso, quem decide isso não são pessoas aleatórias na internet, mas sim a lei, não existiria motivo para se existirem juiz e jurados se qualquer ser humano já extivesse apto ao trabalho. E mesmo que pudesse se usar o argumento de que a comunidade precisa expor os casos, existem lugares para isso, as delegacia de crimes virtuais não existem à toa, se alguém pensa que tal pessoa cometeu um crime, ela não cancela a pessoa como meio de justiça, e sim vai até uma delegacia denunciar este “crime”.