Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 11/10/2020

`` O espírito humano deve prevalecer sobre a tecnologia´´. A frase dita por Albert Einstein, físico alemão do século XX, ressalta a importância da consciência humana diante das inovações tecnológicas. No Brasil, entretanto, verifica-se que a cultura de cancelamento sobrepôs a empatia. Dessa forma, convém analisarmos os principais fatores desse triste fenômeno social.

Em primeiro lugar, o excesso de julgamentos nas redes sociais pode desencadear transtornos psicológicos nas vítimas. Segundo Émile Durkheim, fundador da sociologia no século XIX, a falta de aceitação na sociedade leva alguns indivíduos a cometerem suicídio, o que revela como a internet pode ser prejudicial quando utilizada de maneira inadequada. Desse modo, infelizmente, muitos internautas não possuem noção do quanto a cultura de cancelamento pode influenciar, negativamente, a vida das pessoas.

Além disso, vários ataques cibernéticos a empresas ou a pessoas são baseados em ``fake news´´. De acordo com o portal de notícias G1, a quantidade de informações falsas aumentou, exponencialmente, em 2020. Sob esse aspecto, é perceptível que muitos cidadãos sem empatia e compaixão divulgam mentiras para disseminar o ódio. É, pois, inadmissível plataformas digitais, como Facebook e Instagram, permitirem esse tipo de comportamento prejudicial à milhões de usuários.

Diante disso, medidas são necessárias para combater esse impasse social. A mídia, portanto, deve alertar a população sobre os perigos da cultura de cancelamento no Brasil. Isso acontecerá por meio de programas direcionados a essa temática, com o auxílio de informações disponíveis gratuitamente em todas as redes sociais e ajuda psicológica as vítimas desses ataques. Espera-se, com isso, que a empatia prevaleça sobre a tecnologia como propôs Albert Einstein.