Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 06/10/2020
A cultura do cancelamento se tornou mais presente nos últimos anos e é especialmente forte nos EUA, por motivos culturais diversos. A ideia por trás de “cancelar” uma pessoa ou impresa é penalizá-la por fazer algo que seja considerado politicamente incorreto. Há vários exemplos onde o cancelamento foi mais do que justo, como em 2017, quando Kevin Spacey foi acusado de assédio, o que resultou no fim de sua carreira. Mas também há exemplos onde o cancelamento foi injusto, como em 2018, quando James Gunn foi demitido pela Disney por causa que um usuário na internet encontrou tweets ofenssivos de 10 anos atrás e fez um escândalo sobre o assunto.
A internet vem se tornando cada vez mais sensível a cada ano que passa. Pessoas se ofendem com quase qualquer coisa e “militam” por coisas irrelevantes. Esse fenômeno é conhecido como “mimimi”. Pessoas tentam prejudicar outras com muita frequência, seja por inveja, orgulho, a vitória de ter a última palavra ou parecer que está moralmente acima de alguém. Na maior parte das vezes, mesmo que alguém seja “cancelado”, isso não afeta muito uma poessoa á longo prazo, mas pode prejudicar o psicológico dela de forma severa.
Há um ditado que diz “a internet não esquece, a internet não perdoa.” A política do cancelamento usa muito esse princípio, o que foge da ideia original, que é de corrigir alguém, ou fazê-lo aprender uma lição. Se alguém fez comentários ofensivos no passado, e não os comete no presente, tudo que deveria bastar é um pedido de desculpas, porque, presumi-se que aquele indivíduo já cresceu como pessoa, já aprendeu sua lição.
Deveríam mudar o jeito que as coisas são feitas, porque a ideia é ótima, mas a execussão é vergonhosa. Devem aprender a deixar pra lá o que já passou e ajudar as pessoas a aprender, não a pagar por alguma coisa de forma injusta ou prejudicá-la por algo que já passou. Se alguém não fez nada que machucasse ela ou outros, e já ficou para trás, não há motivos de faze-la regredir. Que o ditado mude para “a internet não esquece, mas a internet perdoa.”