Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 16/10/2020

À medida que a cultura do cancelamento vem crescendo, também vem sendo menos efetiva. Com o fito de cortar a popularidade de um influenciador ou até mesmo a de um indivíduo em seu grupo de amigos, a internet adotou em 2017 o termo “cancelamento”, no qual há muitos problemas e soluções.

Incontestavelmente a cultura do cancelamento que ocorre muito nos dias de hoje não é tão efetiva, visto que muitos influenciadores são “cancelados” e em alguns meses o cancelamento é esquecido e o mesmo volta “as atividades normais” , como se nada tivesse acontecido. Em outras palavras as pessoas esquecem do cancelamento e em pouco tempo já estão acompanhando o mesmo novamente. Assim como muitos “cancelados” houve o caso do influenciador Adrian “mandiocaa" Augusto, no qual em conversa com os amigos em redes sociais fez piadas racistas e com cunho pedófilo, o mesmo foi “cancelado” por alguns meses e em pouco tempo já estava fazendo “livestreams” com quase o mesmo tamanho de público que tinha antes do ocorrido.

Uma vez que a internet dá muito espaço para as pessoas compartilharem de opiniões elas estão livres para serem julgadas, e consequentemente podendo ser canceladas. Assim os indivíduos continuam em uma bolha na qual não ouvem opiniões diversas e se acomodam com a pós-verdade em suas cabeças.  Embora a cultura do cancelamento na teoria seja algo saudável, em prática a mesma não se mostra assim, visto que muitas vezes o influenciador é cancelado sem contexto não podendo nem se defender e acaba por perder muitos contratos que o sustentavam. Entretanto em alguns casos o “cancelamento” pode ser efetivo e acabar expondo atos errados de influenciadores, como diz a  psicanalista Anna Carolina Lementy “Ser cancelado é ser excluído”.

Da mesma forma que os canceladores querem argumentar sobre os ocorridos, é direito do cancelado de poder se defender, necessitando levar tal caso a uma instituição judicial que analisará o caso.