Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 02/10/2020
O filósofo Heráclito de Éfeso afirmou que nada é permanente, exceto a mudança. Tal ensinamento revela o quanto a sociedade está propensa às transformações. De fato, a narrativa não destoa da realidade brasileira, visto que essa ação do cancelamento praticada pelas pessoas através das redes sociais, tem resultado em justiça a cerca de coisas erradas que ocorrem, mas também prejudicado o futuro do cancelado, em que pode surgir graves sequelas psicológicas na vida do mesmo.
Convém enfatizar, a princípio, que a cultura do cancelamento não é uma prática atual. Vale ressaltar, que ela surgiu com o objetivo de expandir a voz dos oprimidos que se sentem indignados com situações, como o preconceito, a discriminação, que muitas vezes é feita por uma influência digital. De acordo com a feminista Stephanie Ribeiro, tal cultura se relaciona com a forma de como as críticas são articuladas. Sendo assim, de maneira bem argumentada, o julgamento a base dos acontecimentos impertinentes resultará em uma solução.
No entanto, o efeito desse cenário sobre a pessoa cancelada origina-se em um tipo de ataque a sua reputação, especialmente se for famoso. No decorrer da existência das redes sociais, a frequência do ódio destilado pelas pessoas nas mídias vêm aumentando cada vez mais. Isso, aliado à falta de empatia pelo próximo afeta mentalmente indivíduos que sofrem esses ataques, levando-os até mesmo cometerem suicídio.
Destarte, é evidente que esse domínio da contemporaneidade configura-se como um impasse que precisa ser resolvido. Logo, o Ministério da Educação deve se responsabilizar para ser o principal orientador da população a respeito de como é importante ter noção e conhecimento antes de criticar e julgar alguém por meio de divulgações nas mídias, através das redes sociais e anúncios. Nesse sentido, o intuito da iniciativa é fazer com que seja praticado de forma correta a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea.