Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 28/09/2020

Consoante à estudante, Izabela Borba “A internet é um incrível oceano de conhecimento, mentes brilhantes navegam e se tornam maiores, já as medíocres naufragam.” Nota-se que a mediocridade e ignorância enfrentada na internet tem como uma principal consequência a cultura do cancelamento, que é um movimento que vem tomando conta das principais redes sociais, expondo todo desconhecimento e opiniões amargas expostas por alguns haters, essa cultura do cancelamento é simplesmente o desejo de derrubar algo ou alguém, na maioria dos casos os mais famosos.

A primeira vez na qual o termo “cancelamento” foi apresentado foi em meados de 2017, a ideologia inicial era expor vítimas de assédio e abuso sexual (Movimento #MeToo), De acordo com os dados trazidos pelo instituto Ipsos em parceria com o Buzzfeed News, cerca de 71% dos americanos estão familiarizados com o #MeToo, e 38% afirmaram que o movimento mudou a forma como o assédio sexual é tratado em seus ambientes de trabalho. Outro dado: 24% das mulheres e 12% dos homens disseram que as manifestações os fizeram perceber que podem ter sido vítimas de abuso no passado.

Muitas pessoas buscam esse tipo de movimento em busca de uma razão boa, entretanto a internet é um mar de absurdos e ignorância, e com esse mobilização as pessoas estão confundindo opinião pessoal com o jeito e maneirar de agir negativamente com pessoas ou personalidades famosas, vivemos em um momento onde diversas pessoas ingressaram em uma maneira de trabalhar, que é a época dos influencers, que expõem suas vidas 24h em redes sociais, e estão cada vez mais entregues a mão dessas opiniões sejam boas ou ruins. Em um estudo, constou que 79% das pessoas se dizem contrárias à cultura do cancelamento, Uma minoria estridente (11% dos usuários) defende a cultura do cancelamento e Outros 10% acreditam que o cancelamento é uma postura condenável, mas entendem que é “merecida” quando os erros são difíceis de defender. Um exemplo recente (e com desfecho mais catastrófico) é o de Gabriela Pugliesi, que foi cancelada por ignorar o contexto de pandemia que vivemos e acabou julgada na internet, perdeu contratos de patrocinadores e saiu do Instagram, as pessoas nessa parte maléfica desse movimento “tribunal da internet”, preferem atacar as pessoas do que ao invés olhar para si mesmo, pois é mais fácil criticar do reparar em seus próprios erros.

Sendo assim é notável que algo deve ser feito, as plataformas digitais e donas das devidas rede sociais devem verificar e observar seus usuários para que alguns tipos de cancelamentos “desnecessários” possam ser abominável e afastados de seus meios de comunicação, e que levem orientações para eles que do outro lado da tela, existem pessoas que possuem sentimento e alguns casos esses cancelamentos não são necessários, apenas um motivo pessoal.