Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 19/09/2020

A Blogueira Gabriela Pugliesi fez uma festa em plena pandemia, mesmo com a declaração da quarentena em abril, esse episódio movimentou o instagram a fim de criticá-la e boicotá-la, causando-lhe  um prejuízo de quase 2 milhões em função da desistência de diversas empresas e marcas em patrociná-la. Esse caso foi mais um da cultura do cancelamento virtual que vem se instaurando no mundo digital. Nesse contexto , torna-se evidente como causa a coragem que as pessoas criam para clicar teclas que têm como consequência e objetivo destruir a vida de alguém.

Sob esse viés,pode-se apontar como empecilho à consolidação de uma solução, a ousadia irresponsável que as pessoas têm ao atacar uma personalidade pública ou não, nem mesmo a oferecendo a chance de  apresentar o seu lado da história. O filósofo Jean -Jeacques Rousseu diz que ’’ prefere ser um homem de paradoxos do que um homem de preconceitos’’. Nessa ótica, percebe-se a relação que estabelece-se a partir de que a cultura do cancelamento parte do princípio que as pessoas sempre são coerentes em suas falas e ideias, mas é evidente que a natureza não é compatível a isso . Assim, essas agressões com base em xingamentos  e exclusão são totalmente  irracionais e absurdas  que precedem do atrevimento da máscara que a internet disponibiliza.

Outro ponto importante é o efeito que o ’’ Tribunal ’’ virtual causa aos cancelados.  Segundo a terceira lei de Newton’’ toda ação corresponde a uma reação de igual intensidade , mas no sentido oposto.Sob essa perspectiva, pode ser apontado como principal  resposta o dano na saúde mental da vítimas . Essas sofrem inúmeros e graves insultos  dos ’’ juízes’’ escondidos , dando gatilho ou intensificações a  uma depressão  visto à insegurança desenvolvida pelo sentimento de afastamento e  a exoneração do mundo dentro da tela que é considerado real visto a era digital vigente.

Logo, medidas são necessárias para que o impasse seja solucionado . Dessa forma , é de competência do Ministério das Comunicações criar comerciais  educativos por meio de propagandas institucionais de conscientização aos cidadãos sobre declarações ofensivas e hostis nas redes sociais para que assim pessoas não sejam canceladas e sofram altos e eternos prejuízos à sua saúde mental, contribuindo desse modo para relações, debates e ensinamentos saudáveis e respeitosos entre os indivíduos de uma sociedade.