Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 17/09/2020

Denomina-se cultura do cancelamento ações de boicote à figuras públicas. A exemplo disso, existe o Big Brother Brasil, programa de televisão que mostra o cotidiano de seus participantes, tendo vários de seus integrantes alvos de linchamento virtual. Por isso, ressalta-se as consequências danosas e o caráter seletivo dessa medida.

Em primeiro plano, é notório os impactos desse fenômeno. O processo de globalização em conjunto com a Revolução Digital, possibilitou o contato entre pessoas de forma imediata e precisa, além de fomentar debates, como os de defesa das minorias. No entanto, indivíduos com maior visibilidade quando realizam ações que vão contra o senso comum, sofrem diversos ataques e são excluídas do espaço digital. Dessa forma, evidencia-se os efeitos negativos dessa conduta, pois não dá possibilidade do sujeito se redimir e não é realizada de modo a educar para que tal feito não seja repetido.

Para além disso, é visível a seletividade dessa ação. A série americana “Black Mirror”, constrói cenários distópicos envolvendo o avanço tecnológico e como esse processo pode ser escrupuloso. Em concomitância com a realidade, é nítido que a cultura do cancelamento não se aplica uniformemente mesmo que em situações semelhantes, demonstrando reflexos da sociedade em relação a posições de poder. Devido isso, é indiscutível o quão falha é essa conduta, que penaliza o agente mas não o feito.

Portanto, ressalta-se o quão prejudicial e danoso é o fenômeno de cancelamento virtual. Sendo assim, cabe ao Estado promover ações de combate, como palestras e seminários, com o auxílio das redes sociais e por meio de profissionais especializados em relações midiáticas e sociocomportamentais. Em paralelo, escolas devem formular um currículo educacional que ensine o sujeito em formação a se portar em espaços digitais. Com efeito, o formato dessa medida excludente será repensado de modo a reduzir suas consequências danosas.