Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 15/09/2020
Em sua teoria chamada ‘‘Fato social’’,o sociólogo Émille Durkheim diz que o indivíduo ao nascer está condicionado a uma bolha social que definirá seus costumes,crenças e hábitos.Não obstante,seguido dessa lógica,hodiernamente,paira a repulsa ao diferente,o que faz surgir o debate sobre a cultura de cancelamento.Isso em virtude do autoritarismo moral ,além da coesão de rede.
É indubitável que o autoritarismo moral exponencia o problema da cultu-ra de cancelamento,haja vista que igualmente às práticas de governos au-toritários,como :fascismo e ditadura,há a censura de opinião.Com isso,o indivíduo que cancela,se põe em um lugar de tirano,em que suas crenças e costumes é pautado como uma linhagem a ser seguida.Por conseguinte,
quem não as segue,é criticado e excluído socialmente.Exemplo disso é o visto nos últimos anos,em que artistas ,como a Anitta que deixou de se manifestar durante as eleições,estão sendo cancelados.Destarte,é notório que o autoritarismo moral,ajuda na falha política de cancelamento.
Além disso,a coesão da rede também acresce a problemática em debate,uma vez que o sentimento de pertencer a um grupo,é obtido conforme às semelhanças do indivíduo para com o grupo.No entanto,o que se vê é a manutenção ,por meio desses coletivos,de mecanismos opressores em ‘‘prol’’ da democracia.Por consequência,em nome de uma cidadania a grupamentos antes inferiorizados,muitos excluem e julgam àqueles que não atendem fenotipicamente e intelectualmente aos mesmos.Segundo o filósofo Michel Foucault,‘‘O poder social está na rede,através das suas falas e discursos,o que mantém as pessoas ligadas’’
Portanto,as causas da repulsa ao pensamento diferente precisam ser findados.Para isso,as principais mídias sociais,devem fazer uma campanha sobre a cultura de cancelamento,por meio de vídeos com sociólogos e psi-cólogos ,que irão ensinar os usuários os efeitos à sociedade como uma de-mocracia e ao psicológico do indivíduo cancelado,a fim de que mudanças de crenças e pensamento,do ‘‘Fato social’’,seja debatida e não imposta.