Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 01/10/2020
A internet revolucionou os meios de comunicação em todo o mundo, capacitando discursões abertas e opiniões individuais de serem ouvidas amiúde. Junto com essa imensa revolução, veio a cultura do cancelamento de personagens públicos (ou privados), essa ação aumenta a influência, de pessoas comuns, nas iniciativas contra atos antiéticos e podem resultar no completo “cancelamento” da imagem de uma pessoa.
No Artigo 5º da Constituição Federal, é garantida a lei da liberdade de expressão. Essa lei se enquadra com o cenário de direitos humanos, vivenciado na atualidade, e possibilita os “cancelamentos” na internet. Esses direitos, quando somados com a imensa carga de informações geradas pelas mídias, fornecem grandes discursões entre pessoas comuns, que se dispõem a dar sua opinião sobre as atitudes de um personagem público. De fato, essa revolução na comunicação, vem como benefício àqueles que não eram escutados e fortalece a unificação social.
Ademais, a “unificação social” pode ser compreendida através de Mancur Olson - economista norte-americano - e seu livro “A Lógica da Ação Coletiva”. Em sua obra, ele discute como indivíduos podem se comover (de maneira que possam se beneficiar) a um interesse em comum - como um ato antiético de uma imagem pública -, em troca, receberão respeito e reconhecimento dos seus iguais. Dessa forma, o cancelamento nas redes sociais é resultado de uma ação coletiva poderosa, onde todos envolvidos buscam um reconhecimento de sua visão de justiça. A movimentação dessas massas, tornam o “completo cancelamento” algo comum e - futuramente - inevitável àqueles que cometem erros sociais.
Conclui-se que a internet criou uma gigantesca rede de informações, diariamente milhões de usuários compartilham todo tipo de notícia nas redes sociais. Nessa maneira, a revolução na mídia, fortaleceu a ação coletiva, facilitando os indivíduos de serem reconhecidos pelos seus nomes e fotos. Ademais, colaborou para a maior inserção social nos debates morais, produzindo “juízes” em massa.