Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 14/09/2020

No que se refere a cultura do cancelamento, que é a exclusão da sociedade para determinada pessoa que fez ou disse algo errado e, consequentemente, não é permitida de seguir a sua vida sem a devida punição, faz-se necessário atribuir limites no meio das redes sociais. Sendo assim, é compulsório que a pessoa tenha a chance de se redimir, visto que, o cancelamento pode causar o sentimento de abandono, desprezo e desconsideração, levando até mesmo à depressão.

Infelizmente, a cultura do cancelamento está se tornando cada vez mais comum. Segundo a revista Veja, empresários do ramo artístico consideram que não é mais uma questão de “se a pessoa vai ser cancelada”, mas de “quando ela será cancelada”. Isso acontece pois os antigos costumes do mundo vêm se desconstruindo e o mundo agora está em busca da perfeição.

Sem dúvidas, cancelar pessoas é uma forma pouco eficaz para apontar erros, já que, a internet não esquece. Ou seja, para as pessoas, um indivíduo cancelado será sempre ruim, não importa o tempo que passe. Assim, essa forma equivocada de expor um desregramento não leva a mudança de comportamento, e sim, ao sentimento de deserção e descaso.

Outro ponto relevante, nesse contexto, é a má influência midiática. Conforme Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Tendo em vista esse aspecto, é evidente que a mídia, em vez de promover debates que elevem o nível de informação da população, influencia na consolidação do problema.

Por isso, é necessário atribuir limites no meio das redes sociais. A mídia deve estar presente no processo de mudança, por meio de artigos, séries, que traga a discussão e forneça aos indivíduos educação sobre esse comportamento, incentivando debates que propõem uma reflexão. Ademais, ONG’s especializadas devem desenvolver ações, como campanhas,  que revertam a má influência midiática sobre a cultura do cancelamento. Tudo isso, para estabelecer uma margem e para que as consequências negativas do cancelamento não se proliferam.