Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 10/09/2020

Jean-Paul Sartre, filósofo existencialista, discorre que o homem é condenado a ser livre, sendo, portanto, responsável pelos seus atos. De maneira análoga, ao analisar a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea, percebe-se que essa problemática tem como responsável a própria coletividade que, por isso, promove a falta de apoio do estado. Logo, faz-se necessário um debate em torno de tais elementos do cotidiano.

Em primeiro plano, é preciso atentar para impunidade presente na questão. Nessa perspectiva, a máxima de Martin Luther King de que “A justiça num lugar qualquer é uma ameaça a justiça em todo lugar” cabe perfeitamente. Desse modo, tem-se como consequência a generalização da injustiça e a prevalência do sentimento de insegurança coletiva no que tange a cultura do cancelamento.

Além disso, a cultura do cancelamento encontra terra fértil no individualismo. Na obra “Modernidade Líquida”, Zygmunt Bauman defende que a pós-modernidade é fortemente influenciada pelo egoísmo. Porquanto, há como consequência disso, a falta de afinidade, pois, para se colocar no lugar do outro, é preciso deixar de olhar apenas para si. Essa liquidez que influi sobre a questão da cultura do cancelamento funciona como um forte empecilho para a sua resolução.

Logo, medidas estratégicas são necessárias pra alterar esse cenário. Para que isto ocorra, o MEC (Ministério da Educação) juntamente com o Ministério da Cultura deve desenvolver palestras em escolas, para alunos do Ensino Médio, por meio de entrevistas com vítimas do problema, bem como especialistas no assunto. Tais palestras devem ser webconferência nas redes sociais dos ministérios, com o objetivo de trazer mais lucidez sobre a cultura do cancelamento e atingir um público maior.