Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 09/09/2020
A cultura do cancelamento, que nada mais é do que o boicote a personalidades que cometem algum tipo de violência ou ato que desagrada uma comunidade em geral, por meio das redes sociais, surgiu como um movimento de justiça social que é desenvolvido na sociedade brasileira desde a ditadura militar mas que só foi classificada como tal em 2017, porém tem pecado em sua principal função.
Tal cultura nasceu da necessidade de um mecanismo de defesa para grupos sociais minoritários e oprimidos, entretanto perdeu-se quanto a sua coerência quando as ações do cancelamento passaram a ser sufocantes e agressivas a ponto de criar uma opressão com papéis invertidos e sem sequer considerar a intencionalidade da vítima. Não só descartando como contrariando o princípio de sua gênese, que é a defesa, e até mesmo excluindo e atacando a quem não coincide com ideias do meio, ferindo o próprio conceito de liberdade de expressão.
Dentro deste pensamento, que também pode ser chamado de linchamento virtual. Criou-se uma pressão ao posicionamento daqueles que se inserem nos contextos continuamente abordados no meio como negros, mulheres e LGBT’s e, de maneira “tóxica”, reprimindo-os quando não se pronunciam, assim provando a incoerência de uma ferramenta que deveria de utilidade se transformando em opressão, tornando a própria experiencia da internet e redes sociais desagradável e desinformativa.
Uma solução viável ao problema seria a conscientização por meio de campanhas em redes sociais, abordagens da temática como discussões em escolas, a fiscalização e reeducação de atos de alcunha violenta em redes sociais, pois a problemática em si não é o cancelamento mas sim o ataque, o silencio e a violência que o mesmo gera, por meio do Governo Federal, Ministério da Educação, Ministério da Justiça e colaboração comunitária assim tornando a experiencia na internet mais agradável e dando espaço ao exercício da cidadania.