Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 10/09/2020
Em redes sociais como o Twitter e o Facebook, a cultura do cancelamento está cada vez mais forte e é um problema que deve ser controlado. Antes, era uma forma de conscientizar pessoas e dar voz ás minorias. Hoje, muitas pessoas se aproveitam para distribuir ódio na internet e causar inúmeros prejuízos aos “cancelados”.
Certamente, celebridades são as principais vítimas desse movimento. Ao fazerem publicações, ou falarem algo considerado preconceituoso, quase que instantaneamente seus nomes se tornam os mais falados nas redes sociais. A “timeline” fica dividida entre pessoas iradas pelo erro e insultando o artista, e outras explicando qual foi o erro para que o artista se conscientize e não seja cometido novamente.. O que vem sendo debatido é se isso realmente funciona, pois é um movimento que vai e vem. O famoso pode ser cancelado hoje e o caso ser esquecido em poucos dias. Um exemplo é o cantor Biel, que no auge da sua carreira em 2016, foi acusado de assédio sexual, racismo, homofobia e de agressão pela ex-esposa, Duda Castro. Na época ele foi “cancelado” nas redes sociais. Atualmente ele está participando da nova edição de A Fazenda e conta com aproximadamente 6 milhões de fãs no Instagram o apoiando.
Não é errado apontar ações e discursos preconceituosos, o problema é que linchamento virtual é totalmente diferente de educar. É preciso incentivar pessoas que estejam dispostas e com paciência não para apontar erros e sim dialogar na busca de uma sociedade mais civilizada. Ou seja, a forma que isso é feito pode trazer grandes sequelas para a vítima. Transtornos psicológicos como ansiedade e depressão são bastante comuns entre artista por conta da imensa quantidade de comentários negativos que eles recebem todos os dias. Ademais, como tudo na vida tem o seu lado bom, o cancelamento já foi muito importante para combater injustiças. Como por exemplo, expor casos de homofobia, estupro, racismo e outros crimes.
Dessa forma fica claro o quanto é necessário que o Governo, órgão de maior autoridade, intervenha em situações de homofobia, racismo, preconceitos, entre ouras situações, e ele sim julgue pessoas que cometem tais atos na internet e não os internautas, evitando assim os cancelamentos. Para casos menos graves, é interessante falar da questão da empatia, não propagar o ciclo de violência, aprimorar a educação para que desde cedo as crianças aprendam o respeito, e caso não goste de um perfil, deixar de segui-lo e não expor este perfil ao ridículo e muitas vezes propagar o ódio.