Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 09/09/2020
Machado de Assis, em sua fase modernista, despiu a sociedade brasileira e teceu críticas ao comportamento egoístas e superficiais que caracterizam essa nação. Não longe da ficção, percebem-se aspectos semelhantes no que tange à questão do cancelamento na sociedade atual.
Em primeiro plano, vale ressaltar que tal cultura começou a ganhar força em 201, com o movimento #Metoo, que denunciava assédios sexual e o abuso de homens conhecidos contra mulheres. Além disso, pautas sociais, como racismo, feminismo, movimento LGBTQI+, também começaram a ter mais força na internet. Mas, com a globalização se expandindo, essa cultura vem ganhando cada vez mais força, visto que temos acessos e mais recursos para tal ato depreciativo.
Em tese, é perceptível que o cancelamento cresceu de forma considerada e vem cada vez mais tomando espaço na internet. O ato de cancelar alguém, que, antes era feito apenas para denúncia, virou um hábito social para os internautas. Para ser excluído por determinado tempo nas mídias, basta se expressar de maneira que os críticos consideram errônea e, em poucos minutos, sua imagem vai está sendo cancelada nas redes sociais.
Diante de tais fatos, empatia é a chave para o anti cancelamento. Se errou peça desculpas, se feriu algum grupo, reconheça. Com as ferramentas que utilizamos hoje, não precisa ser famoso para ser cancelado, e sim, fazer algo que é considerado errado e que não deveria acontecer. Visto isso, modere suas palavras e seus atos, porque em algumas delas você pode deslizar e acabar caindo na nova cultura, a cultura do cancelamento.