Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 09/09/2020
Em meados de 2017, o termo “cancelamento” surgiu para nomear uma prática virtual que já vinha acontecendo: o boicote a personalidades -famosas ou não- que cometeram alguma violência dentro e fora do espaço virtual. Popularizado e difundido a partir de movimentos de denúncia, o movimento começou com o decorrer do tempo a mudar de cara: não é mais necessário ter cometido um crime para ser cancelado. Isso ocorre tanto pela ignorância da população quanto pela exibição exacerbada dos influenciadores e demais figuras midiáticas.
Primeiramente, vale pontuar o conceito de ignorância, é o estado de quem não tem conhecimento, cultura, por falta de estudo, experiência ou prática. Sendo assim, na maioria das vezes é perceptível que, aquele que cancela talvez nem tenha entendimento do assunto. Ou seja, fica fácil julgar o que não sabe se condiz com a crítica aplicada, o que pode resultar na falsa sensação de prioridade por parte daquele que cancela.
Secundariamente, vale ressaltar, como as redes sociais incentivam o influenciador digital a dar cada vez mais detalhes sobre uma vida privada, nesse caso qualquer falha é motivo de crítica e julgamento por parte de portais de fofoca e seguidores. Sendo assim, cada passo dado é atentamente observado, o que pode afetar a saúde física e psicológica da vítima, que com dificuldade vai entender a razão de tanto ódio.
Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para resolver o problema da cultura do cancelamento na sociedade contemporânea. Por meio de influenciadores digitais e artistas com grande influência, deve-se promover debates sobre como a prática de cancelar, pode ter um impacto negativo na vida pessoal de cada um. Somente assim, a conscientização chegará a todos e evitará situações trágicas como violência ou suicídio.