Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 08/09/2020
Disse uma vez o pensador e filósofo chinês Confúcio: “Não corrigir nossas falhas é o mesmo que cometer novos erros.” Na contemporaneidade, um dos grandes erros dos usuários de internet é a cultura do cancelamento, que consiste em expor a público deslizes de pessoas famosas ou anônimas. No entanto, essa atitude é prejudicial àqueles que são expostos, além de não resolver o problema. Dessa forma, é conveniente analisarmos as principais causas e uma possível medida para a questão.
Em primeira análise, vale destacar a problemática em que se encontra o indivíduo após ser “cancelado”. Apesar de, em sua maioria, a pessoa atacada estar politicamente incorreta, o prejuízo financeiro e/ou psicológico causado ultrapassa os possíveis benefícios do protesto online. Nesse contexto, é imprescindível que se tome uma atitude para coibir ou, no mínimo, amenizar presumíveis estragos.
Em segunda análise, verifica-se o quão nítido é o fato de que tal cultura não soluciona o impasse inicial. A vítima dessa revolução cibernética dificilmente aprenderá corretamente a importância de corrigir seu erro, mas sim os impactos que terá a sua imagem se não for cuidadoso futuramente. Como disse Mahatma Gandhi: “Temos que nos tornar a mudança que queremos ver.”. Sofrer ataques não muda a índole de ninguém.
É, portanto, necessário que haja um posicionamento da Mídia promovendo uma problematização do cancelamento por meio de propagandas e abordagens parciais dos casos mostrando as consequências dessas atitudes para que, por fim, a população enxergue o quão nocivos e malignos são seus atos. Assim, e somente assim, poderemos consertar o método tendencioso de julgamento e evitar novos erros como previu o filósofo Confúcio.