Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 08/09/2020

Conforme o sociólogo e filósofo Émile Durkheim, a coletividade trabalha como um “corpo biológico”, o qual, para ser democrático e coeso necessita das frações que o compõe. Deste modo, pode-se considerar um lapso nesse mecanismo, devido ao empecilho social em oportunizar trabalhos que beneficiem a construção da dignidade humana. Assim sendo, torna-se favorável discutir a respeito dos motivos dessa temática, para só então, propor uma solução prática.

A princípio, cabe pontuar que a inércia estatal, no que tange à ampliação dos investimentos direcionados ao debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea , é uma das principais responsáveis pela manutenção dos empecilhos existentes nas trajetórias das pessoas atacadas em redes sociais, haja vista que a ausência da moderação virtual e o descaso governamental com a problemática fazem parte da realidade enfrentada por essas pessoas. Desse modo, é possível verificar a inoperância do Estado acerca dessa questão, verdade essa que ratifica o não cumprimento de um dever previsto na Carta Maior nacional e que, por outro lado, expõe a necessidade de, mediante políticas públicas, mudar essa conjuntura.

Outrossim, a situação conflitante se agrava devido a uma cultura individualista que visa, sobretudo, a si mesmo. Paralelo a isso, o filósofo Thomas Hobbes declara obra denominada Leviatã - que o ser humano é capaz de provocar perversidades perante o próximo em prol do favorecimento de seus interesses individualistas de modo a - em sua relegar o impacto de suas ações. Nesse sentido, a hipótese adotada pelo intelectual se concretizara na realidade hodierna, haja vista os indivíduos. Como consequência, muitas pessoas acabam sofrendo com os ataques virtuais, desenvolvendo ansiedade e um estado de depressão. Desse modo, urge a extrema necessidade de alterações nas condições vigentes com a intenção de estabelecer um melhor convívio.

Deduz-se, então, que ações sejam realizadas para resolver o infortúnio. Posto isto, o Governo Federal, como instância máxima da administração executiva, deve atuar em favor da população, por meio do manejo a fim de inibir a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea e evitar que se espalhe ainda mais pelo país. Outrossim, a sociedade, como conjunto de indivíduos que partilham os mesmo princípios culturais e sociais, deve atuar em conjunto, por intermédio da conscientização geral, para que os indivíduos que sofrem os ataques virtuais não sejam mais prejudicados, com o propósito de inibir a proliferação da cultura dos cancelamentos na sociedade moderna.