Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 08/09/2020

Por volta do ano de 2017, surgiu uma prática chamada de cancelamento virtual. Nos dias atuais, em redes sociais como Twitter, Instagram, entre outras, se observa que vários e vários influenciadores digitais são “excluídos” da sociedade por determinada pessoa ou grupo.  Via de regra, atos racistas, homofóbicos, machistas, entre outros, são considerados intoleráveis e colocam seus responsáveis na condição de excluídos.

Cabe mencionar que, a prática do cancelamento virtual não é uma forma totalmente eficaz para apontar os erros, pois pode causar problemas graves para quem foi cancelado, dentre eles são: depressão, estresse agudo, gerando até mesmo o suicídio em casos extremos. Cito como exemplo, a notícia divulgada pelo UOL em julho de 2020, envolvendo o jovem chamado Byron Bernstein de 31 anos de idade, muito conhecido no mundo dos games. Byron foi encontrado morto, com suspeitas de ter cometido suicídio após ter pedido sua namorada em casamento pelo Twitter. Ele e sua namorada foram cancelados após sofrerem inúmeros ataques virtuais.

Vale ressaltar que, todas as pessoas cometem erros, e nem todos somos cancelados prontamente. Nesse sentido, é necessário dar espaço ao outro para ele amadurecer e reconhecer seus erros, sem a necessidade de aplicar o cancelamento. Os internautas que cancelam as pessoas podem ser tornar críticos demais e intolerantes. Tais pessoas criticadas podem sentir um determinado abandono, desprezo ou até mesmo desconsideração.

Portanto, é necessário diminuir a quantidade de cancelamentos que acontecem na internet. Os internautas, em geral, devem desenvolver um senso de tolerância e compreensão ainda maior para evitar severos prejuízos na vida de pessoas que são canceladas. Como alcançar esse ideal? Usando a própria rede social para divulgar essa prática mais tolerante, difundido regras de melhor convivência nas redes sociais.