Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 09/09/2020
A “cultura de cancelamento” foi eleita como o termo do ano pelo Dicionário Macquarie. Certamente, a expressão faz referência a uma ação coletiva que teve seu início anos atrás e funciona como ferramenta de reivindicação por justiça e necessidade de reforma. Contudo, ela pode ser tanto benéfica quanto maléfica, pois, além de contribuir com a criação de movimentos sociais, prejudica emocionalmente a vítima.
Cabe mencionar que o conceito de movimento social se refere à ação de um grupo organizado que tem como objetivo alcançar mudanças sociais. Segundo o filósofo Heráclito, “nada é permanente, exceto a mudança”. Ou seja, os movimentos coletivos estabelecem mudanças que, como dizia Heráclito, são permanentes.
Além disso, vale ressaltar que a pessoa que sofreu o cancelamento, dependendo de quem o cancelou (pai, mãe, amigos próximos, etc.), pode se sentir abandonada. De acordo com o site uol.com.br/vivabem, o cancelamento pode fazer com que o a vítima se sinta sozinha, e, consequentemente, conforme a psicóloga Renata Sins, essa emoção pode leva-lo a depressão. Resumindo, o indivíduo estará mais suscetível a adoecer emocionalmente caso seja cancelado e se veja como rejeitado.
Sendo assim, para que a cultura de cancelamento não prejudique a vítima de forma brusca, além de servir como uma solução para o combate contra os problemas sociais, os usuários das redes de entretenimento devem continuar a praticar a ação, entretanto, de uma forma que o envolvido na ação não esteja sujeito a doenças emocionais. Ademais, os jornais, sites e entre outros devem continuar apoiando movimentos coletivos desse tipo para que ocorra mudanças no âmbito social. Dessa forma, criaremos uma sociedade que respeita os seus indivíduos.