Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 08/09/2020

A terceira onda da Revolução Industrial trouxe consigo benefícios tecnológicos e a criação das mídias digitais, e por conseguinte, uma série de problemáticas em junção a ela. Hodiernamente, debate-se sobre a cultura de abolir indivíduos dentro das redes sociais, o que traz privação à liberdade dos usuários em cometer falhas, além de ser um mecanismo para espalhar ódio dentro da zona virtual.

É relevante salientar, a priori, a prestabilidade trazida pelas mídias sociais à humanidade na era globalizada. Contudo, em contrapartida, existe a óbice de abolir usuários por motivo de alguma fala soado ofensiva, ou algo que tenha sido mal interpretado por um determinado grupo. Nesse aspecto, indivíduos distilam ódio de forma banal, caso o comportamento esperado não seja atendido, e com isso, percebe-se a falta de empatia dentro do ambiente virtual.

Convém ressaltar, outrossim, em linhas gerais, a analogia do filósofo inglês John Locke, na qual ele declara que a liberdade é uma condição natural do homem. Nesse sentido, o pensamento se aplica diretamente à cultura do cancelamento na sociedade contemporânea, em que os usuários perdem a sua autonomia para cometerem falhas dentro do contexto digital, necessitando encaixar-se nas crenças de outros indivíduos para serem socialmente aceitos, e com isso, cessando seu bem estar.

Em síntese, é perceptível o quanto a cultura do cancelamento corrobora para o ódio gratuito e priva a liberdade humana. Dessa forma, é de profunda importância que a Mídia - tevê e redes sociais -, atuem por intermédio de campanhas publicitárias que evidenciem as consequências da prática, como a depressão e outras doenças psicológicas, para então, tornar os usuários mais empáticos e cientes. Assim, haverá uma sociedade mais lúcida para fazer uso das redes na contemporaneidade.