Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 04/09/2020
Segundo a jornalista Gloria Kalil, “Nada mais civilizado do que saber conviver com as diferenças.”. Hodiernamente, a cultura do cancelamento tem tornado um hábito da sociedade, onde há uma denúncia e exposição da atitude realizada pela vítima, geralmente disseminado no espaço virtual. O cancelamento ocorre para expor atitudes dos indivíduos que infrinjam as leis de uma boa convivência e os Direitos Humanos, porém, a cultura do cancelamento causa danos exagerados a sociedade contemporânea.
Em primeiro plano, nota-se que o cancelamento tornou comum e viraliza-se de maneira exponencial, gerando uma grande visibilidade dos fatos. A exposição das vítimas do cancelamento gera uma preocupação, pois em concordância com a Constituição Federal, é proibido divulgar a imagem do indivíduo sem que haja consentimento do próprio, além de também cometer o crime de difamação.
Ademais, a cultura do cancelamento denúncia indivíduos, que por julgamento da sociedade age de forma inadequada. A denúncia gera um movimento de grande massa, sem mesmo o total conhecimento dos fatos, como a colunista Stephanie Ribeiro faz referência, “Às vezes, é uma forma até meio rasa de lidar com questões que são estruturalmente muito complexas”, fazendo com que seja uma acusação de forma injusta, além de causar sérios danos psicológicos, financeiros e intelectual as vítimas do cancelamento.
Destarte, faz-se necessário que a cultura do cancelamento seja erradicada, para garantir a não violação dos direitos previstos pela lei, assegurando a privacidade dos indivíduos, gerando uma proteção para a sociedade. O Governo Federal deve oferecer melhores condições financeiras aos Ministérios da Segurança e da Tecnologia, através da criação de um imposto anual para as companhias provedoras de internet, para que haja uma maior fiscalização de crimes virtuais. Além disso cabe a população denunciar os crimes do cancelamento colaborando com um melhor convívio social.