Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 01/09/2020

O livro “Prisioneiros da mente” do escritor Augusto Cury narra a vida de um empresario, que após cometer um erro é alvo de uma severa crítica social. Analogamente, fora da ficção, é perceptível como a cultura do cancelamento tem feito parte da sociedade atual. Sendo assim, essa problemática é causada tanto, pela hipocrisia social, quanto pela falta do desenvolvimento crítico dos indivíduos.

Nesse contexto, cabe trazer à baila que socialmente as pessoas têm vivenciado a era da hipocrisia. Visto que, a cultura do cancelamento quebra o marco social que se estabelece através da luta contra o suicídio. Todavia, é levantada a bandeira contra a depressão e suicídio no “Setembro Amarelo”, porém não é levado em consideração que segundo o site “G1” a taxa de mortes aumentou após o surgimento do cancelamento midiático, o que infelizmente reforça a hipocrisia que a sociedade propaga. Dessa maneira, medidas são necessárias para solucionar o problema .

Ademais, é mister ressaltar que o senso crítico é um mecanismo necessário, para a contemporaneidade. No entanto, é observável como as redes sociais estão sendo utilizadas para propagar o ódio e não a busca pela justiça. Consoante à cantora Kell Smith, em  sua música “Camomila”, existe a extrema necessidade de cuidar da saúde mental em plena era digitalizada, fato que é necessário, uma vez que o cancelamento além de machucar quem está sendo cancelado, acaba confirmando como a sociedade está tóxica e a falta de  desenvolvimento da criticidade tem corroborado para isso. Logo, é de extrema importância que essa problemática seja resolvida.

Portanto, faz-se imprescindível a tomada de medidas atenuantes para o entrave abordado. Isso posto, urge que a mídia - agente responsável por influenciar debates e desenvolver o senso crítico dos indivíduos - realize uma campanha de conscientização e por meio dessa campanha seja elaborada posteres sinalizando o perigo da cultura do cancelamento, a fim de que a sociedade tenha bom senso para os debates midiáticos.