Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 24/09/2020

Santo Agostinho defendeu a ideia da imortalidade da alma, em que cada indivíduo pode usar o bem e o mal tendo sua liberdade de escolha ou livre-arbítrio, Santo Agostinho afirmou que é o mau uso do livre-arbítrio que estaria a origem de todo o mal. A valer, tal afirmação é disseminada na atualidade no que tange a cultura do cancelamento, problema social ocasionando pelo mau uso da livre decisão da sociedade. Portanto, convém debater acerca dos impasses que impedem a resolução desta questão.

Em primeiro análise, nota-se que a falta de empatia é causa expressa da questão. No livre de Augusto Cury " O código da inteligência’’ é relatado o código da autocrítica no tocante ao pensar nas consequências dos comportamentos, como também, o código do altruísmo a capacidade de se colocar no lugar do outro. Nessa lógica desenvolver esses códigos é reconhecer e compreender sem julgamentos o sofrimento do outro, além disso, pensar antes de agir. Infelizmente, na abordagem da temática ao cancelamento no cenário atual, nenhum dos elementos são percebidos na prática, uma vez que, os praticantes destes atos esperam algo que eles julguem como errado, para assim, exercer o palpe de incoerentes e ignorantes afim de envergonhar publicamente alguém.

Ademais, o sentimento de superioridade é outro parâmetro da problemática. Pois o individualismo na  contemporaneidade é algo bastante nítido. Através da percepção da pessoa que se sente superior enxergando  somente o erro do próximo expelindo críticas desconstrutivas que em grande repercussão, por consequência, ocasionando a depressão ou suicídio dos ‘‘cancelados’’ por não conseguirem lidar com os ataques a se próprio.

Em suma, medidas devem ser feitas para sanar este problema. O Ministério  da educação por meio de escolas, universidades, até mesmo, as ‘‘hashtags’’, promovendo campanhas educacionais com a pratica da empatia, no intuito de erradicar esta cultura errônea da nossa sociedade.