Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 01/09/2020
Cancelar ou não cancelar?
A Internet surgiu na década de 1970 com o objetivo de divulgar informações. Por exemplo, as redes sociais ganharam espaço no mercado mundial pela capacidade de trocar mensagens e expressar opiniões virtualmente. Entrando no campo atual, e observando o fenômeno da cultura do cancelamento, pode-se dizer que devido à proliferação do discurso de ódio ou da incapacidade de identificar o desenvolvimento pessoal, algumas pessoas usam a Internet de forma negativa.
Vale ressaltar que, em primeiro plano, as redes sociais são ferramentas eficazes que podem dar força e visibilidade às minorias. Considerando a praticidade de publicação de conteúdo em plataformas de mídia, isso se deve à tendência de expor as injustiças e preconceitos que ocorrem a cada dia. No entanto, quando as pessoas observavam essas publicações, indicavam frustração e cancelavam o acusado por falta de empatia, e nem mesmo realizavam uma investigação vigorosa sobre o conteúdo da publicação. Como resultado, o discurso de ódio esta se proliferando, assim como no caso da atriz Lea Michele, que também é outra vítima de comentários maliciosos que visam seu “cancelamento” ao ser acusada de atos racistas contra outra atriz em sua época de Glee.
Além disso, a busca constante pela racionalidade na discussão tem exacerbado a polarização da sociedade. Para o importante filósofo espanhol José Ortega Y Gasset, o homem é afetado pelo meio em que vive. Nessa perspectiva, aquelas figuras sociais que têm fama entre os vencedores dos debates em redes sociais costumam recorrer a vários recursos para desacreditar a oposição, por exemplo, para promover os erros do passado distante de determinada pessoa. Nesse caso, a ênfase nos defeitos é muito maior do que a ênfase na qualidade, e o resultado final é que uma boa atitude não pode ser reconhecida e, portanto, o desenvolvimento pessoal não pode ser alcançado.
Portanto, é óbvio que medidas precisam ser tomadas para mudar a situação atual. É necessário que a sociedade contribua para a redução da discriminação e da exclusividade, valorizando o comportamento positivo das pessoas, de forma a aliviar o desejo de “crucificar” as pessoas e garantir que a qualidade seja superior aos defeitos. Além disso, a família deve ser ensinada por meio de discussões com os jovens, e as mesmas devem ser conduzidas com base no respeito e no conhecimento para que as gerações futuras não recorram a práticas acusatórias, tornando-se mais saudáveis e mais fáceis de falar. Dessa forma, a cultura de cancelamento pode ser cancelada.