Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 26/10/2020
Na obra “A República”, do filósofo Platão, é retratado uma cidade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. Entretanto, esse panorama está longe de ser uma realidade, quando se trata da cultura do cancelamento nas redes sociais, a qual se torna um impasse por promover a intolerância no Brasil. Nesse sentido, isso se deve pela falta de empatia ao próximo, como também por negligência estatal, como divergências principais.
Em primeira análise, cabe ressaltar que a antipatia é uma das razões pela qual o imbróglio ainda perdura. Conforme disserta o sociólogo zygmunt Bauman, vivemos numa sociedade no qual o individualismo é predominante. Nessa perspectiva, percebe-se que não existe respeito sobre opiniões contrárias, os indivíduos se baseia pelos acontecimentos ligados as individualidades. Logo, é evidente a ausência de discussões em volta do tema, que leva a transgredir a liberdade de expressão que é um direito constitucional.
Ademais, vale salientar que outra dificuldade enfrentada é a inércia estatal. De acordo com o filósofo Sêneca, " A educação exige os maiores cuidados, porque influi sobre toda a vida". Nesse contexto, não distante do pensamento, observa-se um cenário, no qual a população brasileira é educada de forma que aponte constantemente as falhas do próximo, assim expondo suas críticas e opiniões sem fundamentos. Dessa forma, é inadmissível que os órgãos competentes se ausente da responsabilidade de debater a cultura do cancelamento nas redes sociais, pois é um ciclo que causa danos psicológicos aos cidadãos.
Depreende-se, portanto, a necessidade de solucionar os problemas da cultura do cancelamento nas redes sociais. Para tanto, o Governo Federal, ramo que assegura a administração do país, deve instituir palestras e debates, por meio de campanhas, a fim de tornar a sociedade mais tolerante e incentivar o respeito as opiniões contrárias.