Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 29/08/2020
Desde do surgimento da internet como conhecemos hoje, no final do século XX, tornou característico dela a eternização de dados que uma vez lá foram expostas. Logo, tal fator foi combustível para a construção da cultura do cancelamento, voltada como parâmetro a ignorância intelectual que repercute e persiste em diversos casos de preconceitos sem base comprovatórias.
Desse modo, na filosofia grega que envolve a realidade até hoje, a construção de uma sociedade ideal é, acima de tudo, a prática do debate e justiça. Todavia, é perceptível que dentro da sociedade do cancelamento tais valores não são devidamente praticados, tornando-se comum a violação do direito de defesa da vítima proveniente da ignorância intelectual, tendo bastante semelhança com o cyberbullying, frisando o preconceito e exposição de uma corporação ou indivíduo.
Além disso, a má interpretação está totalmente baseada em tais fatos, onde frases ocasionalmente ambíguas dentro das redes sociais tem o poder de afetar a vida pessoal da vítima em questão, mesmo não correspondendo com sua intuição e moral, havendo uma forte relação com a ignorância já esclarecida. Nessa mesma linha de raciocínio, a militância se manifesta em tais ocorrências, provenientes de uma necessidade extrema de expor seus valores políticos e morais, mesmo custando e provocando um certo prejuízo na imagem de um usuário.
Diante disso, é notório a necessidade do zelamento dos princípios democráticos para estabelecer harmonia entre os direitos humanos, como o da defesa, e a ética que acerca os comportamentos sociais. Dessa maneira, deve-se estabelecer sistemas jurídicos que sirvam de recuo às vítimas de quaisquer possíveis casos, com apoio do poder judiciário e comunidades que acercam as mídias, a fim de uma sociedade mais justa e harmoniosa.