Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 29/08/2020
No século 20, ocorreu a 3ª Revolução Industrial, aonde permitiu um veloz e amplo compartilhamento de informações dentro das redes sociais. Ademais, no Brasil, observa-se um novo sistema proveniente dessa inovação: a cultura do cancelamento, que visa expor e repudiar coletivamente, muitas vezes de forma injusta, as ações executadas por um indivíduo. Dessa forma, pode-se relacionar tal cenário a fatores como a falta de conhecimento sobre o assunto e a má influência midiática.
À Princípio, os algoritmos das redes sociais oferece aos usuários conteúdos selecionados, possibilitando a reunião de indivíduos com opiniões semelhantes. Sendo assim, quando uma postagem aborda alheia atitude, que vá de encontro ao ponto de vista desse grupo, o linchamento virtual sob a ideia de ativismos ocorre. No entanto, em majoritárias vezes, tais ações abordam a vítima com uma linguagem agressiva e impiedosa. Portanto, faz jus a ideia vinculada à antropóloga e cientista social Rosana Pinheiro-Machado de que “Cancelar é sempre negativo. O problema não é a crítica, criticar posições públicas é fundamental.
Entanto a psicologia desenvolvimentista, diz que os indivíduos possuem uma probabilidade maior de ser influenciados pelo meio em que estão inseridos como uma tentativa de aceitação. Em vista disso, à medida que há um grande grupo cancelando uma pessoa, é de praxe que outras sejam induzidas à prática, haja vista que a atitude, de uma certa ótica, ocasionará um engajamento nas redes, consequentemente a inserção em um grupo. Nesse sentido, é indiscutível que o linchamento virtual transformou-se em uma grande patrulha, a qual promove, progressivamente, uma cesura quase despercebida, todavia, muito preocupante.
Destarte, é necessário que o Ministério das Comunicações crie propagandas que estimulem a comunicação entre as pessoas na internet, evitando se assumir medidas extremas como são feitas pela cultura do cancelamento. Essas medidas devem ser feitas em parcerias com as empresas de redes sociais ( Facebook, Twitter e YouTube), na qual elas divulgaram as propagandas feitas pelo ministério. Espera-se com isso amenizar a atitudes violentas ou radicais que possam ser vinculada pelas redes sociais.