Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 28/08/2020
A prática de cancelar pessoas iniciou-se no Twitter, muitas celebridades como Anitta, Bianca Andrade, Kevin Hart foram cancelados nas redes socais. Esse ato está relacionado a #Metoo, na qual mulheres relatam seus traumas feitos por pessoas de grande poder que passaram-se impunes. O mecanismo de cancelamento não é dado por somente simpatia mas também por inimizades.
Na linguagem da internet a exclusão, difamação, banimento de uma pessoa ou grupo é o conceito de “cancelar” por consequência, muitos jovens se fortalecem ou se separam de acordo com as pessoas que eles “cancelaram” em comum. De acordo com o psicanalista Lucas liedkler, explica que o cancelamento enquanto fenômeno está alinhado ao pensamento neoliberal que vivemos.
É posto em questão que existem duas vertentes sobre essa cultura. De um dos lados pessoas de grande poder sendo cobradas de suas ações e reclamam que sua liberdade está limitada. E do outro, os anônimos, que negam que existia tal cultura, e que os privilegiados não estão acostumados a serem disciplinados. A maior parte dos cancelados estão envolvidos em comentários problemáticos, e uma vez dito para sempre marcado, interferindo em sua vida pessoal e profissional. Podendo implicar da vida até de pessoas que não fizeram determinada ação por mal.
Uma professora de teatro foi acusada de ter cochilado durante uma reunião sobre justiça racial, foi feita uma petição de 2 mil pessoas para a sua demissão. Existe uma diferença grande entre responsabilizar uma pessoa que fato fez mal a alguém ou a um grupo e criticar uma pessoa que errou ingenuamente e não dar uma segunda chance para ambas partes, a final, o intuito de justiça não estaria dando jus ao nome. Não é preciso se famoso ou político, basta ter um dia pessoal ruim e as consequências durarem sem prazo final.