Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 28/08/2020
Em julho de 2020, o streamer e jogador profissional, Byron “Reckful” Bernstein cometeu suicídio após ser vítima de xingamentos por uma ação onde muitos consideraram errônea por ser pessoal, mesmo com a falta de informação sobre a situação. Inquestionavelmente, este cenário demonstra a falta e manipulação de informações na internet e juntamente com a normalização da perfeição, ambos característicos da cultura de cancelamento.
Mesmo a internet sendo um lugar para conhecer pessoas, a vida nas redes socais diferem da realidade e podem ser facilmente manipuladas. Cada vez mais estes criadores são xingados por conta da falta ou manipulação de informação sobre o indivíduo ou suas atitudes, sem pensar como afeta a saúde mental do cancelado.
A idealização desta vida perfeita criou uma base para cultura de cancelamento, trazendo a normalização da perfeição da humanidade onde ninguém comete erros. Ademais, o bullying existente nessa cultura cria uma realidade irrealista e influência internautas a dizer discursos de ódio ao invés de ajudar na evolução e mudança positiva e promovendo na humanidade destas pessoas que são canceladas.
Em suma, a cultura de cancelamento criou uma realidade errônea em que pessoas não podem cometer erros e normaliza o bullying como método para evolução social e sem consciência das consequências que pode ter na saúde mental do cancelado, colocando a tona problemáticas prejudiciais para toda a sociedade. Sendo assim, medidas precisam ser tomadas para o fim da cultura do cancelamento como a conscientização de internautas a respeito de informações falsas e rápido julgamento, para que não afete a saúde mental dos criadores de conteudo considerados cancelados por atitudes em que ninguém fora da situação sabem direito a respeito, e também é fundamental reconhecer o bullying realizado pelo cancelamento e incentivar a evolução social educando-os e retirando seu grande espaço na plataforma.