Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 26/08/2020
A Declaração Universal ds Direitos Humanos - promulgada em 1948 pela ONU - assegura a todos os indivíduos direitos, como, ser considerado inocente, até que seja feita a averiguação por meio das leis, e fique provado o contrário, além do respeito à dignidade humana. No entanto, isso não ocorre no cancelamento, principamente virtual, na sociedade contemporânea, já que o julgamento é feito de forma quase ditatorial sem a opção de defesa. Diante dessa perspectiva, faz-se necessário avaliar os fatores que favorecem essse quadro.
Cabe pontuar, de início, que a forma, muitas vezes, injusta e desproporcional com que o cancelamento é feito, torna-se um fator de problema na sociedade. Nesse contexto, segundo Martin Luther King, ativista político, a injustiça em um lugar qualquer é uma ameaça a justiça em todo lugar. Dessa forma, quando um grupo de pessoas cancelam, excluem, violentando à dignidade e o direito de defesa de um indivíduo, no qual o julgamento não seja feito pelas autoridades legais responsáveis, manifesta-se, assim, a injusiça. Como consequência, os linchamnetos virtuais são cada vez mais comuns.
Ademais, um efeito grave do cancelamento arbitrário, é a destruição de vidas, carreiras e até famílias, por opiniões, em muitos casos, equivocadas ou exageradas. Nessa conjuntura, de acordo com Jean-Paul Sartre, filósofo, a violência, seja qual for a maneira como ela se manifesta é sempre uma derrota. Dessa maneira, indo de encontro a essa máxima, temos a violência psicológica, perseguição, chegando a agressões físicas, de indivíduos submetidos ao cancelamento. Consequentemente, consagrando uma derrota para a sociedade, como citado por Sartre.
Em suma, o coletivo tem um grande peso no indivíduo, tanto positivamente quanto negativamente. Assim, ao se deparar com situações ou opiniões consideradas crimonosas, deve-se acionar os orgãos da lei, para lidar com essa situação de forma justa. Logo, observando na prática os direitos assegurados pela Declaração Humanista.