Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 26/08/2020

O artigo 3º da Constituição Federal de 88 visa construir uma sociedade justa e igualitária, sendo assim, cada vez mais nota-se movimentos que auxiliam na cultura do cancelamento, eventos que tomam grandes proporções em prol de causas que sozinhas não teriam tanta visibilidade. Nesse sentido, convém analisar a utilização da internet e as ações grupais na sociedade brasileira.

Destarte, o acesso à internet é muito amplo no mundo contemporâneo. Segundo a Agência Brasil, veículo de informação brasileiro, 3 a cada 4 pessoas acessam a internet diariamente. O século XXI trouxe grandes inovações tecnológicas, e atualmente os meios de comunicação são amplamente disseminados, o que auxilia na cultura do cancelamento, pois com maior distribuição, mais facilmente notícias tornam-se virais e abrangem todo o país.

Sendo assim, percebe-se um crescente número de cancelamentos diários na internet. Um estudo realizado por psicólogos da UFSC, demonstrou que indivíduos sentem-se encorajados a expor suas ideias quando um grupo está debatendo amplamente determinado assunto. Diante disso, evidencia-se um fator importante para o aumento da cultura do cancelamento, as ações grupais por um número expressivo de pessoas reagem contra acontecimentos diários ou polêmicos decorrentes do cotidiano.

Desse modo, as mídias devem criar campanhas onde incentivem causas que necessitam de visibilidade. Sabendo das proporções que a internet é capaz de atingir, pode-se utilizar por meio de redes sociais, sites e jornais estratégias para que seja possível utilizar a cultura contemporânea para causas importantes como a defesa de minorias, bem como relacionadas a doação de sangue e de medula óssea, com isso, será muito útil para a sociedade brasileira.