Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 28/08/2020
John Dalberg-Acton, foi um filósofo, professor e político e escreveu uma das mais importantes frase da filosofia ‘‘O poder absoluto corrompe absolutamente’’. Essa frase se destaca entre tantas outras, pois quando analisa-se a história pode-se observar varias aplicações com tiranos e até presidentes. Hoje em dia, é possível traçar um paralelo com a cultura do cancelamento, a qual por muitas vezes é usada como ferramenta para destruir a vida de outra pessoa. Esse assunto tem de ser debatido, tendo em vista dois pontos de vista distintos, onde um afirma que não cabe a pessoas em redes sociais julgar seu semelhante e outro, que afirma que esse é um dos poucos métodos de punição funcional contra poderosos.
O ser-humano gosta de exercer seu poder sobre seu semelhante. Na cultura de cancelamento não é diferente. Muitas vezes os ‘‘canceladores’’ não realmente se importam com o tema que está sendo debatido e tem atitudes iguais ou piores a pessoa que está sendo cancelada. Ou seja, a pessoa que está cancelando está cancelando está cometendo uma injustiça, pois seu objetivo não é conscientizar seu alvo, mas sim exercer seu poder sobre ele.
Por outro lado, pessoas a favor desse ato, consideram isso como algo que conscientiza á população e que esse é um dos poucos meios de punir poderosos, como ocorreu no movimento ‘‘me too’’, o qual expôs diversos casos de abusos sexuais. Porém, nos dias atuais, o movimento está deturpado, sendo que até pessoas que não cometeram crimes, são canceladas.
Nesse contexto, o debate sobre a cultura do cancelamento se faz necessário. E para isso os Governos Estaduais devem promover debates nas salas de aulas sobre esse tema e, além disso, devem fazer propagandas nas redes sociais, promovendo a conscientização, das consequências desse ato na vida de uma pessoa.