Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 29/08/2020

Com o advento das novas tecnologias e com o aumento significativo das redes sociais, surge um novo termo utilizado pelos internautas, “A cultura do cancelamento”. Diante disso, novos desafios aparecem diante a uma “onda” de julgamentos, o que faz com que pontos positivos e negativos sejam discutidos para essa nova fase das redes.

É válido ressaltar que a sociedade não têm mais aceitado atos preconceituosos, machistas, homofóbicos ou qualquer outro ato que contrarie a moral humana. Com isso, surge uma definição para a exclusão social de um indivíduo, o “cancelamento”; e cabe à sociedade caracteriza-lo como algo positivo ou negativo. Porém, essa discussão vai muito além do certo e errado, pois o cancelamento social pode ser utilizada tanto para meios positivos quanto negativos; e quem deveria ter o direito desse julgamento?, isso ainda é um mistério.

Para termos noção da grandiosidade dessa febre, é importante citar um caso americano que ficou extremamente popular nos meios de comunicação, o caso do Byron Bernstein, um streamer de jogos que se suicidou após ser vítima do cancelamento social. Byron sofria de  depressão, e foi atacado nas redes sociais após pedir a sua namorada em casamento pelas redes; como justificativa, os internautas diziam que Byron estaria colocando pressão para que a namorada aceitasse, o que foi desmentido pela garota. Quando casos tão impactantes como o do americano aparecem é que refletimos sobre o mal que podemos causar se não utilizarmos de forma eficiente mecanismos sociais.

Em síntese, a cultura do cancelamento precisa ser melhor avaliada. Assim, a mídia deveria divulgar com maior intensidade casos como o de Byron Bernstein, citado anteriormente, afim de estimular empatia nos internautas e propagar novas formas de lidar com essas pessoas que cometem erros. Por fim, é indubitável que o cancelamento social seja substituído por outras formas de ensinar o certo e o errado dentro das redes sociais.