Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 24/08/2020

O episódio “Hated in the nation” da série “Black mirror” narra como a tecnologia tornou a sociedade vulnerável e exposta, abordando famosos que foram boicotados e até mortos devido a pressão social. Todavia, a cultura do cancelamento também é uma realidade e mazela social no Brasil, em especial no que concerne à subversão do seu sentido original e à confusão entre vingança e justiça. Sendo assim, é fulcral a adoção de medidas que mitiguem o infortúnio.

A priori, esse boicote se estendeu e tornou-se uma forma de punição social. Sobre esta ótica iminente, o movimento que começou com denúncias de abusos provocados por artistas culminou em discussos de ódio contra pessoas. Nesse âmbito, os usuários da internet são reduzidos as suas publicações e erros, sem possibilidade de se reabilitar e reintegrar o meio social. Dessarte, é medular garantir a segurança dos prejudicados. Outrossim, o linchamento virtual é usado para intimidar e punir àqueles que não agem conforme uma conduta específica de certo grupo.

Consoante a isso, a obra de José de Souza Martins “Linchamentos - a justiça popular no Brasil” relata que, em sessenta anos, pelo menos um milhão de pessoas já participaram de um lichamento ou tentativa de um. Nesse espectro, a anonimidade da internet impulsiona e multiplica esse movimento de justiça com as próprias mãos, que desrespeita os direitos humanos do acusado e é crime no Brasil. Destarte, revela-se a imprescindibilidade de punir esses criminosos virtuais.

Portanto, com fito de ser exemplo e evitar mais crimes, o Poder Legislativo, responsável por elaborar e editar as leis, deve acelerar os julgamentos por intermédio de uma reforma nessas leis. Os criminosos que cometem linchamentos seriam punidos e a pena justa, aplicada para todos, garantindo a segurança das vítimas e evitando mais crimes. Somente assim a realidade vivenciada na série britânica não será o futuro brasileiro.